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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A HISTÓRIA DO MOTOCICLISMO

Os Moto Clubes são associações constituídas por pessoas que apreciam a motocicleta e o motociclismo. São clubes organizados com a finalidade de estabelecer relações de camaradagem e amizade, promovendo a socialização entre seus participantes. Durante todo o ano, os moto clubes organizam passeios e encontros visando a confraternização, a amizade e o companheirismo entre todos os seus componentes.

Geralmente são organizados com base em um Estatuto e um Regimento. No Estatuto são definidos sua denominação, sede, patrimônios, e os representantes, como presidente, vice-presidente, diretor regional, secretários, tesoureiros, diretor financeiro, diretor de eventos, entre outros, além de definir as funções de cada um perante a associação. Já o Regimento dita as regras do moto clube, que devem ser seguidas por todos os seus afiliados.

Já os denominados de Moto Grupos não possuem nem estatuto nem regimento interno. São grupos formados por motociclistas que se unem para viagens, passeios e encontros para se confraternizarem.

O MAIS ANTIGO NO BRASIL E NO MUNDO

No Brasil, a primeira associação, fundada em 1927, foi o já extinto Moto Club do Brasil, oficialmente o primeiro moto clube do mundo, sediado na Rua Ceará, na Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro, onde mais tarde passou a funcionar uma boate underground chamada Garage. A Rua Ceará é referência para motociclistas, pois, ali estão as sedes de alguns dos Moto Clubes mais tradicionais (Balaios, Carcarás, Desert Eagles, além dos Abutres, cuja sede fica na rua ao lado). Durante o dia, funcionam diversas oficinas especializadas em consertos e personalização de motocicletas e triciclos, e algumas lojas de peças de motos e produtos para motociclistas.

Quando a noite cai, o movimento da rua cresce com os frequentadores da Vila Mimosa (zona de meretrício que ocupa as ruas próximas), que se mistura com os jovens que frequentam o Garage, e os motociclistas que procuram os bares da Rua Ceará. O mais famoso deles é o Heavy Duty, cujo proprietário, Zeca, é também motociclista, integrante dos Balaios. Nos fins de semana sempre acontecem reuniões de motociclistas e, uma vez por mês, o Zeca promove um grande e concorrido churrasco em plena rua, que fica totalmente tomada pelas motocicletas.
Alguns anos depois, mais precisamente em 1932, a cidade de Campos viu surgir em 24 de Julho o Motoclub de Campos. E talvez seja este o mais antigo moto clube, em atividade, que se tem notícia no mundo. Lá fora, nesta época (década de trinta) estavam surgindo Moto Clubes com tendências mais rígidas e muitos acontecimentos vieram a denegrir a imagem dos motociclistas, principalmente pela imprensa sensacionalista da época, que acusava os motociclistas de arruaceiros e desordeiros. 

Em um universo basicamente masculino, surge, no final da década de trinta, um moto clube feminino chamado Motormaids, http://www.motormaids.org/ que mantêm o título de moto clube mais antigo da América do Norte, (fundado oficialmente em 1940) e que atualmente conta com mais de 1.200 membros entre os Estados Unidos e Canadá, de acordo a American Motorcyclist Association Club – AMA-US. 

Por não ser reconhecido pela AMA-US, o primeiro moto clube americano (USA), que apareceu após a Grande Depressão, e que se mantém vivo até hoje, é o Cook Outlaws M.C. (1936). Esse grupo era radicado em Cook, cidade de Illinois, e mantinha seu território até Chicago. 

O Outlaw M.C. reivindicou uma linhagem ligeiramente mais longa, no entanto, como este realizou, pelo menos, duas modificações em seu nome no decorrer do tempo, não conseguiu lograr êxito. As Motormaids M.C. mantiveram uma identidade singular e uma estrutura hierárquica interna igual desde seu início. Por este motivo, segundo a AMA-US, é o clube de motocicleta mais velho do mundo, mais velho inclusive que o clube mundialmente famoso Hells Angels M.C. que teve origem em 1947 (mas sabemos que o moto clube mais antigo do mundo é o Motoclub de Campos).

Mais tarde, algumas produções de Hollywood serviram para incentivar verdadeiros predadores a criarem moto clubes e constituir verdadeiras gangues, o que fez da década de 50 uma página negra na história do motociclismo. Aí está o porquê do motociclista, ainda nos dias de hoje, ser muitas vezes visto como mau elemento. Mas isso está mudando, pena que ainda somos confundidos com os “motoqueiros”, que aparecem em nossos encontros fazendo arruaça (estouro de escapamento, borrachão com pneu etc.), ou até mesmo promovendo encontros que são, na verdade, feiras comerciais e nada a têm a ver com nossos princípios.

Mais tarde, já na década de 60, as motocicletas voltaram a ser tema de Hollywood com Elvis Presley, em Roustabout e Steve McQueen com A Grande Fuga, uma série de filmes que chegou ao seu auge com Easy Rider, de 1969. Filme este de onde tiramos a música "Born To Be Wild", a canção que se tornou o hino dos motociclistas de todo o mundo.

Finalmente inicia-se a mudança da imagem do motociclista com o início da fase romântica do motociclismo, que perdurou até o final da década de 70. Este período fixou o motociclista como ícone de liberdade e resistência para o sistema. No Brasil, nessa época, surgia em São Paulo o Zapata MC (1963) e, já no final da década, no Rio de Janeiro, o Balaios MC (1969), grupo este que já seguia os novos padrões internacionais e os princípios de irmandade.

A partir da década de 70, tivemos o surgimento de diversos moto clubes pelo mundo, a maioria já seguindo o princípio de hierarquia e irmandade. No Brasil, a popularização iniciou-se na década de 90, quando diversos fatores contribuíram, como a disseminação de marcas de motos pelo mundo e a liberação da importação pelo governo do presidente Collor. Hoje muita coisa anda desvirtuada, muitos moto clubes são criados à revelia, por pessoas que desconhecem a história e sequer sabem o significado de um brasão, e muito menos seguem o princípio de irmandade. Os moto clubes autênticos são forçados a criarem campanhas para evitar abusos e coibir arruaceiros em seus eventos, em contrapartida, a cada dia são criados novos eventos que nada tem a ver com as tradições. Na verdade são eventos que enriquecem empresários que se aproveitam da popularidade para atrair admiradores de motos, já que os motociclistas autênticos passam longe.

MOTOCICLISTAS CRISTÃOS

Um movimento mais recente, mas, extremamente importante para a formação da imagem do moto clube perante a sociedade, é a consolidação de moto clubes cristãos e de cunho social. Estes grupos, preocupados em estabelecer um movimento cuja base seja a vida cristã, a família e a ajuda ao próximo, ajudam a melhorar a imagem dos moto clubes perante a sociedade. E mostram ainda, que o motociclismo nada tem a ver com violência, arruaças e rebeldia. Pelo contrário, é a união de pessoas em torno de uma paixão, a motocicleta.

Alguns motoclubes deste tipo:
- Águias de Cristo http://www.aguiasdecristo.com/
- Motociclista de Última Geração http://www.mugmotoclube.com.br/
- Moto Clube Cristão Tribo de Judá http://www.8p.com.br/mctribodejudasp/flog/#


MOTO CLUBES NACIONAIS MAIS ANTIGOS

1927 - Moto Clube do Brasil (extinto)
1947 - MC de Petrópolis (Fundado em 13/03/1947, registrado em 15 de Maio de 1951).
1963 - Zapata M.C.
1969 - Balaios M.C.

O MAIOR MC NO BRASIL E NO MUNDO

O maior MC no Mundo: HELLS ANGELS MC (EUA - Fundado em 1948 em San Bernadino).
No Brasil: existe uma rivalidade, no bom sentido, entre o ABUTRE'S MC - Raça em Extinção (Fundado em 1989, sede nacional em São Paulo-SP), e os Bodes do Asfalto Moto Clube, (os dois com mais de 6.000 integrantes em 2015).

Algumas definições: MC: Sigla de abreviatura de Moto Clube, em inglês: Motorcycle Club. Moto Clube ou Motoclube: no Brasil a forma correta é Moto Clube separado, em inglês seria Motorcycle Club. Essa regra só não é válida para nomes próprios como "Motoclub de Campos".

IMPORTANTE

É preciso fazer um esclarecimento sobre a forma de se referir a quem anda de moto: muitas pessoas, desavisadamente, e sem intenção de ofender, nos chamam de motoqueiros, sem saber que muitos se ofendem seriamente com este tratamento. Nos dicionários, motociclista e motoqueiro significam a mesma coisa: pessoa que anda de moto. Mas, no meio motociclístico, existe uma diferença: motoqueiro é aquele que pilota fazendo bandalha (passa pelas calçadas, quebra espelhos dos carros, etc), desrespeita as leis de trânsito, faz arruaça em eventos. Motoqueiro não é o entregador de pizza ou motoboy, como muitos pensam.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

TRILHA DO PEITO DO POMBO

Pedra do Peito do Pombo
Para chegar ao Arraial do Sana, no município de Macaé, basta pegar a RJ-142, a Serramar, que liga a RJ-116, de Muri, em Nova Friburgo, à BR-101, em Casimiro de Abreu. Fique atento à sinalização, que de Friburgo a Casimiro é precária, e o acesso pode passar despercebido. No sentido Casimiro Lumiar não há dúvidas. Para mais dicas, veja no Portal do Sana, no site www.portaldosana.com.br.

A trilha do Peito de Pombo começa no próprio Arraial do Sana, seguindo o caminho das cachoeiras. Ela é muito bem definida em seu início e conta com boa estrutura e vários pontos de coleta de água. Logo no início, após a ponte do bambuzal, existe um ponto de controle e registro de visitantes. Se levar um GPS calibre para 296 metros de altitude, essa é a altitude no início da trilha, são mais de mil metros de desnível e cerca de três a quatro horas de intensa caminhada, até o cume da montanha.
Vale do Peito do Pombo

Inicie bem cedo, evitando as temporadas de verão e dias de sol forte, que podem resultar em pancadas de chuva e dificultar o trecho que atravessa o rio. A extensão total da trilha é de cerca de 7 km. Logo após a Pracinha do Sana, entre na primeira esquerda, em direção às cachoeiras, e siga reto por uma rua de chão, depois de uns cinco ou dez minutos estará na guarita de entrada da Trilha, depois da ponte do bambuzal, é só seguir em linha reta, beirando as margens do Córrego do Peito do Pombo, sempre subindo e pegando a trilha da direita, que é a que segue em frente e é a mais marcada. 

Travessia do rio por cima das pedras
Depois de caminhar por aproximadamente uma hora, por dentro da mata, você chega à primeira cancela. Após a cancela, tome cuidado com as vacas que ficam no curral e no pasto do Morro à frente, elas costumam dar corrida nas pessoas. Após o curral, vai atravessar mais três cancelas, e logo estará em frente ao rio, atravesse sobre as pedras, que em dias de chuva costumam ficar cobertas, impossibilitando a passagem. Este é um ótimo ponto de parada para um lanche e para recarregar as energias. Após o rio você se depara com a quinta cancela, depois dela vem o pasto em um barranco íngreme. Cuidado, no barranco existem várias marcas de trilhas, e a confusão é grande, recomenda-se usar o GPS. Tome como referência um bambuzal, o primeiro, bem no alto do pasto à sua esquerda, você terá de passar ao lado dele. Siga a trilha com o piso mais marcado pela passagem das pessoas. Atravesse a cancela e siga a trilha em linha reta, subindo o morro para a esquerda, sempre em ziguezague, até alcançar um ponto onde tem uma falha no barranco, deixando o barro nu, vire para a trilha do lado direito, e siga em direção ao bambuzal que viu lá de baixo, agora siga pela trilha da esquerda, em direção ao bambuzal, logo vai ver uma pequena passagem de pedestre na cerca, atravesse e siga a trilha em linha reta. Nesse ponto a referência é uma grande falha, deixando o barro à mostra no alto do morro, a quarenta e cinco graus à direita, e mais um bambuzal, a trilha passa por dentro dessa falha, e ao lado desse segundo bambuzal. Mais à frente vai encontrar uma segunda passagem de pedestre na cerca, atravesse-a e siga em frente, logo estará entrando em uma mata fechada, a parte mais exigente da trilha. Não existem problemas quanto à orientação, o caminho é muito bem definido a partir daí, mas, muito íngreme e escorregadio até chegar ao cume. Após entrar na mata haverá o ultimo ponto de água. 

Eu e a pedra, 28/02/2016
Depois desse último ponto de água, você encontrará a primeira corda, a partir daí, após uns quarenta metros mais ou menos, fica a primeira bifurcação, que é à direita quase voltando, logo após passar por cima de um tronco caído. Aqui é fácil se confundir e seguir a trilha errada. Tem de ficar bem alerta, porque tem uma trilha que segue em frente, que é a errada e não dá em nada, a trilha certa é à direita quase voltando e subindo. Agora é só seguir o caminho, que já é marcado, e não tem como se perder, após uns trinta minutos de árdua subida, segurando em cordas ou nas raízes, estará chegando ao cume, contorne a pedra pela direita na segunda bifurcação, e suba pelas cordas já fixas na trilha. Após subir esses obstáculos, ande mais uns minutos e estará de frente para a grande rocha Peito do Pombo. Se quiser ir ao topo da pedra, terá de subir uns três metros por cordas e pinos fixados nela. O visual é incrível e recompensa o esforço. Aproveite para se reidratar, alimentar e recuperar as energias para mais três horas de retorno. 

Características: Altitude: 1.300 m; Duração: 6 a 8 horas (ida e volta); Distância: 7.100 m
Ely Pereira





terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O verdadeiro motociclista conhece seus símbolos: Caveira, Brasão, Roupas Pretas, Cruz de Malta e Águia. Saiba os seus significados…

Motociclistas usam o preto, pois é a cor que menos suja nas estradas;

Motociclistas usam crânios, pois ele é o símbolo da igualdade humana;
Motociclistas usam brasões, pois é a forma mais antiga de simbolizar famílias, clãs ou grupos.
Motociclistas tatuam seus corpos, pois é a maneira mais antiga de expressar a liberdade dos pensamentos humanos e religiosos...

PORQUE A ROUPA PRETA? - Por que faz parte da cultura do motociclista e dos Motos Clubes, e isso vem desde o começo do século XX quando foi fundada a famosa fabrica Harley Davidson, e pela cultura dos americanos, de usar jeans, jaqueta de couro preta, camiseta e capacete, assim do mesmo modo que o terno e gravata é o uniforme nosso de trabalho, os MC adotam a jaqueta preta como uma segunda pele. E é a cor que menos suja nas estradas. É a cor do asfalto.
Existem três símbolos importantes no motociclismo, principalmente entre os integrantes de moto clubes e moto grupos. Muitos o usam sem saber seus significados, apenas o utilizam por vê-los muito entre os amigos e locais frequentados por motociclistas. São eles: a Caveira, a Águia e a Cruz de Malta.

Caveira
A caveira é o símbolo máximo do motociclismo e não representa a agressividade, mas sim a fraternidade e a igualdade nas estradas. Simboliza a igualdade e a fraternidade que deve prevalecer entre os motociclistas, independente de sua raça, crença, cor de pele, sexo, religião ou da marca de sua moto. Todos nós somos iguais por baixo da pele.
Se hoje os roqueiros adoram qualquer acessório ou estampa de caveiras, só por simpatia, no começo ela já significou muita coisa. E foi com a ascensão das bandas de rock dos anos 60 que surgiu a necessidade de uma identidade visual para aquele novo gênero que despontava; e os publicitários, fotógrafos, designers, ilustradores e toda a galera responsável por essa área começou a pesquisar o que poderia traduzir aquele novo som. Foi então que uma caveira estampou o primeiro álbum da banda Grateful Dead (que até hoje é o seu rótulo), em 1965, com um sorriso desafiador e de deboche, comum às caveiras. Pronto, foi encontrado o melhor símbolo para o rock. Representando o exagero, o negativo, o perigo e a rebeldia, se encaixando perfeitamente com o inconformismo expresso na música, que assim se tornou o ritmo escolhido para os motociclistas, moto clubes e moto grupos.

Águia
A Águia transfere muito sua atitude e personalidade para o motociclista. Ela é um animal muito especial, é a que mais tempo vive, além de ser a que voa mais alto, quase sempre em vôo solitário. Ficam no alto, olhando o azul infinito. Não teme tormentas nem tempestades Nunca se escondem… Abrem suas asas, e podem voar até 90 km por hora e enfrentam as adversidades. Enquanto o mundo fica às escuras, embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima. Quando chegam aos 35 anos, estão com as penas velhas, o que as impedem de voar, as unhas e o bico estão compridos demais, curvados, impedindo-as de se alimentar. Então, numa atitude instintiva e de coragem pela sobrevivência, procuram um lugar alto, próximo a uma rocha onde batem as unhas até que se quebrem. Em seguida, fazem o mesmo com o bico. Batida depois de batida, até cair. Enquanto isso, elas são alimentadas por outras, para que sobrevivam. Quando as unhas começam a crescer, ela vai arrancando as penas, uma a uma. Após aproximadamente 150 dias está completo o processo e ela parte para o vôo de renovação, com mais anos de vida pela frente. Mas as águias também morrem. Quando sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo. Tiram as últimas forças de seu cansado corpo e voam aos picos mais altos, quase inatingíveis, e aí esperam resignadamente o momento final. Até para morrer são extraordinárias. Prezando sempre a liberdade, a águia é forte, corajosa, obstinada e veloz, assim como os Motociclistas.

Cruz de Malta
Símbolo muito utilizado no Motociclismo Mundial, a Cruz de Malta, ou Cruz de São João, é identificada como símbolo do guerreiro cristão. É uma cruz com oito pontas e tem a forma de quatro braços em V que se juntam em suas bases. Seu desenho é baseado nas cruzes usadas desde a Primeira Cruzada. O Emblema dos Cavaleiros de São João foi levado pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas (Que se dirige para o centro) do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta também é muito utilizada em condecorações militares.

O QUE É COXINHA NO MOTOCICLISMO?

No motociclismo já é usado há vários anos, e tem várias definições, por exemplo, "coxinha é aquele que compra uma moto, mas não a usa por ter medo, sai com ela em dias de sol, mas tem medo de rodar na chuva, faz passeios de finais de semana, cheio de equipamentos e tal, mas nunca fez uma viagem verdadeiramente mais longa, mantém sua moto sempre brilhando e limpa, como se fosse desfilar, frequenta seu clube de motociclistas todo à caráter, mas na verdade é um motociclista de fantasia, de finais de semana e por ai vai". O termo sempre é usado com bom humor, aqueles que o levam a sério são os verdadeiros coxinhas.
Mas, por que coxinha? Porque os motociclistas escolheram a designação desse popular salgado para aplicar a tais casos? 
Coxinha seria uma corruptela de coxia: A coxia, ou bastidores, é o lugar situado dentro da caixa teatral - mas fora de cena. O termo passou a ser usado por alguns membros dos moto clubes, por que, a coxia era o local onde os amigos dos artistas (que acompanhavam a trupe, mas não se apresentavam) ficavam. Ou seja, aqueles que acompanham a trupe (mas, não faziam parte da trupe) ficam na coxia ou vão de coxia. Assim, os motociclistas que apenas acompanham o moto clube, não tomando parte das viagens, ou seja, da atração principal do moto clube, ficam na coxia. O “coxinha”, então, embora sempre presente nas reuniões e festejos do moto clube (ou encontros de moto clubes), jamais participa de viagens longas (pelo menos não de motocicleta) e, portanto, não seria um membro ativo no moto clube (ou pelo menos, não seria um membro ativo do moto clube “na estrada”, o que, afinal, é
o que interessa). Esses são os chamados Coxinhas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Uma nova cantora despontando… de Recife para o Brasil…

Sarah Brasil. Cantora e compositora. Com quatro CDs gravados. Um CD cultural autoral, com o título “SAGA DE VIRGULINO FERREIRA O LAMPIÃO”, com ritmos nordestinos, um verdadeiro cordel cantado, onde a autora expõe, em verso e prosa, seus mais de dez anos de pesquisa sobre esse ícone da cultura nordestina, que inspira artistas de diversos segmentos. Este CD cultural vem com várias participações especiais: Chambinho do Acordeom, Ari de Arimatéia, Cylene Araújo e Ronaldo Aboiador. O outro CD intitulado “ASTRO REI”, também autoral, vem no estilo MPB acústico. O CD de Forró com o título “EU QUERO É CANTAR LUIZ”, tem a participação especial de Cezzinha, também com todas as músicas de sua autoria, onde a cantora homenageia o Rei do Baião Luiz Gonzaga e outros ícones da música nordestina, tais como Dominguinhos, Camarão, Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva e outros. “SARAH BRASIL E A SINFONIA DA PASSARINHADA” É título de seu mais novo CD. Um cd que traz músicas no estilo MPB Nordestino. Sarah Brasil é compositora desde os dezesseis anos, com mais de oitocentas composições registradas na Biblioteca Nacional. Como cantora iniciou sua carreira há treze anos, cantando em Alagoas e Pernambuco com o “Grupo Catuaba” de Severino Catuaba (in memoriam), “Trio Gogó da Ema” e “Grupo Se Avexe Não”, que Sarah Brasil montou em Maceió-AL, onde animava festas e eventos sociais particulares.

A mais de um ano Sarah Brasil reside em Recife aonde vem divulgando seu trabalho cultural a “SAGA DE VIRGULINO FERREIRA O LAMPIÃO” o musical. Atualmente vem se apresentando em Feiras e eventos culturais Brasil a fora, cantando com sua voz marcante, tipicamente nordestina, rimando com fidelidade em verso e prosa, a vida e morte de Virgulino Ferreira (Lampião), Maria Bonita e seu bando.



Contatos para Shows: (81) 98354-4237 – (81) 99673-7021






sexta-feira, 17 de abril de 2015

Melhore sua saúde, colocando um cubo de gelo na base da sua cabeça

Isto pode parecer um pouco estranho no início, mas espere até você experimentá-lo. Este segredo fará você parecer mais jovem e faze-lo sentir-se cheio de vida e energia. Tudo que você precisa é de um cubo de gelo e alguns momentos de seu tempo. Há um ponto na base do pescoço conhecido como o Feng Fu, o ponto de pressão do Feng Fu encontra-se na base da cabeça, logo abaixo do rebordo inferior da calota do crânio na parte superior do pescoço.
Se você colocar gelo sobre ele de forma regular, começa a rejuvenescer o corpo e você vai se sentir mais saudável, alegre e cheio de energia. 
Método: Primeiro você se deita de barriga para baixo e coloque um cubo de gelo no ponto de Feng Fu, mantenha-o no local durante 20 minutos. Você pode simplesmente deixa-lo lá ou fixa-lo com um filme plástico, lenço ou uma bandagem. Faça isso regularmente com intervalos de 2 ou 3 dias, na parte da manhã, com o estômago vazio e à noite antes de ir para a cama. Depois de 30-40 segundos, você vai sentir um leve calor em cima do ponto. Nos primeiros dias, você terá um sentimento de euforia devido à liberação de endorfinas.

O que isto ira fazer no seu corpo? 
Melhorar a qualidade do sono.
Melhorar o humor
Melhorar o sistema digestivo
Aliviar resfriados
Alívio de dores de cabeça, dores de dente e dor

Ele pode melhorar:
As doenças respiratórias
Doenças cardiovasculares
Problemas de tireoide
Tensão pré-menstrual
Ciclo menstrual e saúde mental

E mais:
Melhora a sua respiração e o sistema cardiovascular
Lidar com perturbações neurológicas
Alterações degenerativas da coluna vertebral
Cura infecções gastrointestinais e doenças sexualmente transmissíveis
Ajuda com artrite, hipertensão e hipotensão
Ajuda com asma
Ajuda a resolver problemas no trato gastrointestinal, obesidade e desnutrição Reduz a Celulite
Ajuda nos distúrbios menstruais, impotência, frigidez, endócrino, a infertilidade Ajuda nos problemas distúrbios psicoemocionais, stress, fadiga crônica, depressão, insónia

Fonte:
http://www.dicasonline.pt/medicina-alternativa-centro-de-acupuntura/#sthash.FMyKhSQt.dpuf

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Os oito melhores lugares para acampar no Rio de Janeiro


Muita gente não conhece os tesouros escondidos no Estado do Rio de Janeiro. São parques e florestas, povoados e pequenas cidades, que ficam entre 100 km e pouco menos de 300 km da capital, e que reservam aos visitantes experiências únicas, seja no litoral, seja na serra. E para os amantes do camping, há sempre artesanato, rodas de violão, conversas e boas vibrações. 


1. Praia do Sono 

Foto: Fábio Pastorello 
O sugestivo nome faz alusão à paz e à tranquilidade. Cercada por montanhas de mata virgem, o sol demora a aparecer de manhã e se põe cedo à tarde, proporcionando muitas horas de sono. Porém, para chegar neste pequeno paraíso, é preciso certo esforço: uma trilha de cerca de uma hora de caminhada. A Praia do Sono é uma joia encravada na Mata Atlântica e está dentro da Área de Proteção Ambiental do Cairuçú, cerca de 25 km de Paraty, e a 275 km do Rio. Rústica ao extremo, não há comércio nem estrutura turística regular, apenas moradores nativos, os caiçaras, que oferecem alimentação e seus quintais para armar a barraca. Não há só o mar para curtir. No meio da praia há uma trilha que leva às piscinas naturais de água doce, formadas por um córrego, onde também há uma cachoeira. No canto da praia, existe uma trilha de dificuldade extrema que leva a duas outras praias, Antigos e Antiguinhos, essas, sim, completamente selvagens. 


2. Trindade 

Localizada na mesma região da Praia do Sono, também na APA do Cairuçú, a vila de Trindade é a solução para as pessoas que necessitam de um mínimo de estrutura, que uma pequena cidade oferece, como, por exemplo, quem acampa com crianças. Trindade é um distrito de Paraty, distante 30 km do centro, e a 280 km do Rio, com fácil acesso, inclusive por transporte público. 
Trindade, assim como diversos outros povoamentos de moradores nativos no sul do estado, já passou, e ainda passa, por inúmeras disputas contra grandes empresas por posses de terra e por especulação imobiliária voltada para empreendimentos de luxo. Mas os moradores permanecem unidos em defesa da cultura caiçara e da preservação da natureza. 
Foto: Portal de Trindade 
A vila oferece diversas opções de praias: Brava, do Meio e dos Ranchos, entre outras. A Piscina Natural do Cachadaço é ponto obrigatório de mergulho para iniciantes. Para quem gosta de cachoeiras, a oferta também é variada. E há ainda a famosa “pedra de engole”: um “buraco” entre as pedras pelo qual passa o curso d’água, onde o aventureiro mergulha para emergir do outro lado. 




3. Ilha Grande 

Durante muitas décadas este paraíso permaneceu intocado. Até que, nos anos 1990, após a desativação e implosão do famigerado Presídio da Ilha Grande, suas diversas trilhas e praias foram desbravadas. A porta de entrada da Ilha Grande é a Vila do Abraão, onde está localizado o principal cais de atracação das Barcas que fazem a travessia a partir das cidades de Mangaratiba (110 km do Rio) e de Angra do Reis (160 km), além das diversas embarcações que servem ao turismo. É no Abrão que pode ser encontrada a maioria dos campings da ilha, assim como serviços básicos de comércio e infraestrutura. Também é possível encontrar campings nas praias de Palmas, Parnaioca e Aventureiro. Uma informação importante: visando a preservação do meio ambiente, é proibido acampar fora dos campings devidamente legalizados. 
Para quem tem disposição, o maior feito dos aventureiros de plantão é dar a volta na ilha por suas diversas trilhas, uma atividade que não leva menos de uma semana de intensas caminhadas. Nesse caso, nas vilas menores, e nos pequenos povoados, é possível acampar no quintal dos moradores. 

4. Maromba 

Adicionar legenda
Subindo a serra da Mantiqueira por Penedo, ainda no sul do estado, a vila de Maromba compõe com suas vilas “irmãs” Visconde de Mauá e Maringá, (no lado do Estado do Rio), e Alcantilado (no lado de Minas Gerais) uma microrregião repleta de Mata Atlântica, a 110 km do Rio de Janeiro. As vilas são cortadas pelo rio Maromba, que divide os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais e três cidades: Itatiaia e Resende pelo lado fluminense, e Bocaina de Minas, pelo mineiro. Enquanto Maringá e Visconde de Mauá possuem uma infraestrutura turística mais sofisticada, com lojas, restaurantes e pousadas, Maromba é mais roots, e é onde está localizada a maioria dos campings da região. 
As cachoeiras são o principal atrativo de Maromba, e a mais famosa delas, a do Escorrega, é obrigatória. À noite, na praça da vila, há bares, forró e reggae, artesanato e malucos de estrada para bater um papo. 

5. Lumiar 

Lumiar é um distrito da cidade de Nova Friburgo, cidade famosa por suas confecções de roupa íntima, e distante pouco mais de 157 km do Rio, via Cachoeiro de Macacú, e 175 km por Casimiro de Abreu. Ela tem um aspecto mais urbano, com comércio e serviços de cidade pequena, e pode ser considerada como o centro de uma região, que conta ainda com as vilas de São Pedro da Serra e Boa Esperança. O acesso é fácil por estrada pavimentada e transporte público. As principais atrações são as cachoeiras de Indiana Jones e São José e os poços: Feio, Verde e Toca da Onça. Descendo pela estrada Serra-Mar, chega-se ao Encontro dos Rios, ponto de prática de rafting. À noite, os bares mais movimentados são os de São Pedro, 6 km estrada acima. Uma ótima pedida é o Harley Bar, ponto de encontro de motociclistas estradeiros. 
Uma boa pedida para acampar é o camping do seu Artur. Ele é um morador local que abre as portas de seu quintal para os viajantes, e está sempre disposto a um dedo de prosa. Trata-se também de uma figura singular, com extensa barba e cabelos brancos que não são cortados há muitos anos, e chegam quase a tocar o chão. 

6. Sana 

Reza a lenda que, lá pela década de 1970, quando os hippies descobriram o lugar, Raul Seixas teria se inspirado no nome Sana para batizar a sua “Sociedade Alternativa Nova Aeon (S.A.N.A.). Outra versão diz exatamente o contrário: que a vila foi batizada pelo próprio Raulzito, que teria criado a sociedade alternativa ali. O fato é que a ocupação da região remonta ao século XIX, quando foi colonizada por suíços, e o nome Sana é considerado uma corruptela de Sarine, nome do rio que corta a cidade de Fribourg, na Suíça. 
O Sana é uma área de proteção ambiental e, por isso, há certas regras para visitar suas inúmeras cachoeiras, sendo as principais: a do escorrega, a do pai e a da mãe, e só é permitido acampar nos campings legalizados. Fica a 155 km da capital. Opções não faltam, tanto perto da praça principal quanto em ruas e estradas mais afastadas. Com a orientação de um guia, é possível visitar o pico Peito do Pombo, principal ponto turístico da região, com uma média de 5 horas entre subida e descida. A cultura do Sana também se destaca. Na praça, aos fins de semana, funciona uma feira de arte e artesanato com o melhor da produção local e os “bichos grilos” locais e os que sempre visitam a vila. E na área da música, vem de lá uma das bandas mais cultuadas no meio “roots”: Raiz do Sana. 

7. Aldeia Velha 

Também conhecido como Quartéis, este pequeno povoado está localizado em Silva Jardim, a 130 km do Rio, aos pés da Serra do Mar, e é cercado por fazendas de gado e áreas de preservação ambiental da Mata Atlântica, sendo considerado o principal território de proteção dos ameaçados micos-leões-dourados, fazendo parte de uma região serrana que engloba também as localidades de Pirinéus e Gaviões, locais ainda rústicos, mas com belos rios e corredeiras. Aldeia Velha possui infraestrutura bem rudimentar, com uma única rua e pequeno comércio. Mas justamente por essa rusticidade que a vila é procurada pelos amantes do camping. Pelas redondezas, é possível tomar banho de rio e, distante 4 km do centro fica a cachoeira das Andorinhas, bastante procurada para a prática de rapel e frequentada pelos corajosos que adoram pular das pedras em seu poço. A mesma estrada que leva à cachoeira é muito procurada por praticantes de trekking (três horas de caminhada até o topo da serra), motocross e jipeiros. Subindo por ela, é possível chegar à Toca da Onça e ao Encontro dos Rios, na região de Lumiar. 
Todo ano, na Semana Santa, acontece o Aldeia Rock Festival, com muito rock clássico e novas bandas autorais. 
Para acampar tem o camping Aldeia do Bambú, na rua principal, e a Fazenda Bom Retiro, uma ótima opção de camping para quem está em busca do silêncio total, paz, contato com a natureza, acordar com o canto dos pássaros. Fica mais ou menos uns 2 km do centro de Aldeia Velha. 




8. Saquarema 

                            Foto: ASP South America 

De toda a nossa lista, Saquarema é, de longe, a maior e mais famosa cidade. Desbravada nos anos 1970, a cidade é mundialmente conhecida pela qualidade de suas ondas, tornando-a um paraíso para surfistas. Porém, apesar de ser uma cidade relativamente movimentada, ainda hoje não perdeu ares de cidade pequena, sendo frequentada por todas as tribos. Distante somente 100 km do centro do Rio de Janeiro. 
O point do surfe é a praia de Itaúna, onde, de vez em quando, ocorrem competições de nível internacional. Mesmo nos dias de mar baixo, vale à pena ficar por ali até o sol se pôr. À noite a igreja da cidade, em cima de uma pedra à beira-mar, fica completamente iluminada, tornando-se um verdadeiro cartão-postal. 

Um ilustre morador de Saquarema é o roqueiro Serguei, aquele mesmo que “pegou” a Janis Joplin, como ele gosta de anunciar, aludindo aos libertários anos 70. Estando na cidade, não deixe de visitá-lo e ouvir suas histórias. 
Na cidade existem vários campings, como o Camping do Jô, em Jardim; Camping Vôo Livre, em Sampaio Correa; Camping Itaúna’s, na praia de mesmo nome e o Camping Vale do Sol, na Av. Oceânica. 

Foto: sergueinews 
Dados extraídos do site: http://www.jardimdomundo.com/

sexta-feira, 18 de abril de 2014

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sábado, 12 de abril de 2014

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quarta-feira, 26 de março de 2014

Com acordo, Câmara dos Deputados aprova Marco Civil da Internet

Brasília, 25/03/2014 - A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira o projeto do Marco Civil da Internet, con-siderado com a "Constituição da Web". A proposta segue agora para análise do Senado. A votação no plenário ocorreu após o governo recuar e ceder em artigos que tratavam sobre a neutralidade de rede e a exigência de datacenters no País. Só o PPS votou contra o texto. 
Em relação à neutralidade, no texto aprovado ficou mantido o entendimento do governo que prevê que o responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino. Esse ponto foi um dos principais "cavalos de batalhas" entre o Palácio do Planalto e o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), desde que a proposta foi encaminhada ao Congresso em 2011. Na reta final das discussões, o PMDB também retirou todas as sugestões de alteração no texto apresentado no plenário pelo relator, Alessandro Molon (PT-RJ). "Esta não é a Casa do enfrentamento. Discutimos esse projeto à exaustão. Pelo convencimento, essa Casa tem seu melhor desempenho", declarou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). 
Por outro lado, o governo cedeu ao retirar do projeto a previsão de que a regulamentação da neutralidade fosse feita por meio de decreto. "O governo resolveu dialogar", comemorou André Moura (SE), líder do PSC. Por sugestão de Eduardo Cunha foi eliminada a expressão "decreto" do texto e incluído o entendimento de que a normatização ocorrerá de acordo com o que prevê a Constituição. O efeito prático disso é mínimo, uma vez que a própria Carta Magna prevê que as regulamentações são de exclusiva competência da Presidência da República, para a "fiel execução das leis". Ficou estabelecido que a Presidência terá de ouvir a opinião do Comitê Gestor da Internet e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para fazer a regulamentação. 
A proposta aprovada hoje também prevê que os provedores de aplicação de internet (site e redes sociais) somente poderão ser responsabilizados civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências devidas. O ponto, até esta tarde, era considerado polêmico. 
O projeto também estabelece responsabilidades para os provedores em casos em que um usuário da rede publique imagens com cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado. A iniciativa também é conhecida como "pornografia de vingança". De acordo com o projeto, o provedor de aplicações de internet que disponibilize tal conteúdo será responsabilizado subsidiariamente pela violação da intimidade decorrente da divulgação das imagens, sem autorização de seus participantes, se não retirar o conteúdo do ar após o recebimento de notificação feita pela pessoa exposta. 
Na questão das guardas dos registros de acesso, os deputados definiram que os provedores de aplicação terão que manter os dados arquivados por seis meses e os provedores de conexão por pelo menos um ano. De acordo com o projeto aprovado a autoridade policial ou o Ministério Público poderá requerer, entretanto, cautelarmente que os registros de conexão sejam guardados por prazo superior. A responsabilidade pela manutenção dos dados não poderá ser transferida a terceiros. 
O deputado Alessandro Molon (PT/RJ) comemorou a aprovação do Marco Civil da Internet na Câmara por maioria esmagadora. O parlamentar, que é o relator do texto, ressaltou que estão mantidos integralmente os três pilares do projeto - neutralidade da rede, privacidade do usuário e liberdade de expressão. Para Molon, o texto aprovado é melhor do que o apresentado originalmente. Segundo ele, a única concessão feita por parte do governo diz respeito ao armazenamento de dados no País. O item suprimido era apoiado pela presidente Dilma Rousseff e foi sugerido depois das revelação de esquemas de espionagem feitos pelo governo dos Estados Unidos. Pelo ponto, todos os dados que trafegam no Brasil deveriam ser mantidos em território nacional. "Houve um consenso dos partidos de que seria melhor deixar essa discussão para um outro momento", disse. 
O texto aprovado prevê também a regulamentação de duas questões por decreto presidencial: exceções à neutralidade da rede que são indispensáveis ao bom funcionamento da internet e a prestação de serviços de emergência. "Todos os especialistas de internet sempre disseram que era impossível exaustivamente enumerar esses casos na lei. Se tentássemos fazer isso, engessaríamos a internet, o que é ridículo." 
O que muda com a aprovação 
Considerado "prioridade" pelo governo, o Marco Civil da Internet impedia a deliberação de outros projetos de lei no plenário desde outubro do ano passado, já que tramitava em regime de urgência. 
Neutralidade 
Um dos pilares do projeto, a neutralidade de rede, sofreu algumas alterações no texto, mas foi mantido. Por esse princípio, os provedores não podem ofertar conexões diferenciadas, por exemplo, para acesso somente a emails, vídeos ou redes sociais. O principal entrave estava na regulamentação do princípio pelo Poder Executivo, principalmente em relação às exceções à norma. 
O texto original previa que a neutralidade fosse regulamentada por meio de decreto presidencial. Partidos da oposição e da base aliada, sobretudo o PMDB, temiam que assim o presidente da República fizesse alterações significativas sem ouvir o Congresso. Para obter acordo, Molon especificou que o tema seria regulamentado "para fiel execução desta lei", sem autonomia para grande modificação por parte do presidente. 
O objetivo é destacar que a regulamentação serve exclusivamente para viabilizar a aplicação da Lei do Marco Civil da Internet. Além disso, o relator incluiu ainda a obrigatoriedade de o presidente ouvir a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet (CGI) antes de formular o decreto. 
De acordo com o relator do texto, as exceções servirão para garantir prioridade a "serviços de emergência" e a qualidade de algumas transmissões, como vídeos ao vivo. Assim, a transmissão de e-mails, por exemplo, pode ter menor prioridade no tráfego de dados em prol de outros serviços. 
Críticos da neutralidade dizem que o princípio restringe a liberdade dos provedores para oferecer conexões diferenciadas conforme demandas específicas de clientes e que sua aplicação obrigatória pode encarecer o serviço para todos indistintamente. A proposta não impede a oferta de pacotes com velocidade diferenciada. 
Hoje no Brasil a gente tem neutralidade graças à força de uma resolução. Nos Estados Unidos era assim também, só que a resolução foi derrubada na Justiça norte-americana com o argumento de que ela tem que estar garantida em lei. Aqui no Brasil nós estamos dando um passo que dá muita força á neutralidade da rede, colocando na lei, o Marco Civil da Internet, a garantia dessa neutralidade. Muita gente tem dúvida se a velocidade de acesso às informações não cai, por exemplo, quando o internauta acessa um vídeo. Muita gente desconfia de que isso aconteça. Isso passa a ser ilegal com a aprovação do Marco Civil da internet. O Marco Civil não vai prejudicar contratos celebrados, atos jurídicos perfeitos, mas o Marco Civil vai garantir aos internautas que serão eles que escolherão o que acessar, quando acessar e como acessar sem que ninguém interfira nessa sua liberdade de escolha. 
Armazenamento de dados 
Para viabilizar a aprovação da proposta, o governo também abriu mão do armazenamento no Brasil de dados de usuários brasileiros, com a instalação de data centers no país de empresas de internet, como o Google e o Facebook. 
A medida tinha o objetivo de garantir a privacidade dos internautas e de dados do próprio governo brasileiro diante das denúncias de que os Estados Unidos teriam espionado comunicações da presidente Dilma Rousseff com ministros e assessores. 
No entanto, parlamentares da base aliada se opunham à proposta argumentando que a exigência iria encarecer o acesso na internet. Para obter acordo, o relator da proposta, Alessandro Molon (PT-RJ), retirou esse trecho do projeto, com o aval do Planalto, mas reforçou que empresas internacionais precisam respeitar a legislação brasileira no tocante a transmissões de rede ocorridas no país. 
"Em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet em que pelo menos um desses atos ocorram em território nacional, deverá ser obrigatoriamente respeitada a legislação brasileira, os direitos à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao sigilo das comunicações privadas e dos registros", diz artigo do projeto do Marco Civil. Retirada de conteúdo 
De acordo com o projeto, provedores de conexão à web e aplicações na internet não serão responsabilizados pelo uso que os internautas fizerem da rede e por publicações feitas por terceiros. 
Atualmente não há regras específicas sobre o caso e as decisões judiciais variam - alguns juízes punem sites como o Facebook e Google por páginas ofensivas criadas por usuários, enquanto outros magistrados optam por penalizar apenas o responsável pelo conteúdo. 
De acordo com a nova legislação, as entidades que oferecem conteúdo e aplicações só serão responsabilizadas por danos gerados por terceiros se não acatarem ordem judicial exigindo a retirada dessas publicações. O objetivo da norma, segundo Molon, é fortalecer a liberdade de expressão na web e acabar com o que chama de "censura privada". 
O trecho era alvo de polêmica, sobretudo entre parlamentares do PMDB. Para o partido, esse artigo ajuda os provedores, mas prejudicará pessoas que eventualmente se sintam constrangidas por algum conteúdo publicado que seja evidentemente ilegal. Isto porque os provedores poderão não se sentir obrigados a retirar o conteúdo após a mera notificação do usuário, já que eles terão a garantia de que só serão responsabilizados se descumprirem ordem judicial exigindo a indisponibilidade da publicação. 
Fim do marketing dirigido 
Pelo texto aprovado, as empresas de acesso não poderão "espiar" o conteúdo das informações trocadas pelos usuários na rede. Há interesse em fazer isso com fins comerciais, como para publicidade, nos moldes do que Facebook e Google fazem para enviar anúncios aos seus usuários de acordo com as mensagens que trocam. 
Essas normas não permitirão, por exemplo, a formação de bases de clientes para marketing dirigido, segundo Molon. Será proibido monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes, salvo em hipóteses previstas por lei. 
Sigilo e privacidade 
O sigilo das comunicações dos usuários da internet não pode ser violado. Provedores de acesso à internet serão obrigados a guardar os registros das horas de acesso e do fim da conexão dos usuários pelo prazo de seis meses, mas isso deve ser feito em ambiente controlado. 
A responsabilidade por esse controle não deverá ser delegada a outras empresas. Não fica autorizado o registro das páginas e do conteúdo acessado pelo internauta. A coleta, o uso e o armazenamento de dados pessoais pelas empresas só poderão ocorrer desde que especificados nos contratos e caso não sejam vedados pela legislação. 
Relator e líder do governo defendem projeto 
Após a aprovação, o relator disse acreditar que a Câmara melhorou a proposta do governo. Para Alessandro Molon, apesar das alterações e concessões, ficaram garantidos os princípios que ele considera pilares do Marco Civil da Internet: a neutralidade na rede, a privacidade e a liberdade de expressão. 
"Hoje nada impede que a navegação do usuário seja gravada, identificada e vendida, violando a privacidade do usuário. Com o Marco Civil isso não poderá acontecer. Também não existe lei que garanta que não haverá cobrança para uso diferenciado do acesso à internet, para quem quiser baixar música, assistir vídeo. O marco proíbe isso e coloca em lei essa proibição, algo que nos Estados Unidos caiu no Judiciário, mas ainda não tem lei", explicou. 
O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), subiu agradeceu pela aprovação e disse que os deputados superaram preocupações de cunho político e ideológico. Ele negou que a lei seja uma forma de o governo intervir na liberdade da internet. 

http://tecnologia.terra.com.br/marco-civil/
http://www.une.org.br/2014/02/o-que-muda-com-o-marco-civil-da-internet/
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=517255
http://oglobo.globo.com/pais/relator-do-marco-civil-da-internet-explica-principais-mudancas-no-projeto-11979114#ixzz2x2AAGn6S