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terça-feira, 26 de março de 2013

Acabe com as pragas e não perca a paciência

Para espantar definitivamente os "penetras" que se acomodam no seu lar, invista em criatividade e receitas de baixo custo, como os temperos com cheiro forte, que podem ser aliados contra essas pragas.
Animais e insetos são essenciais para o equilíbrio do ecossistema, mas, quando eles decidem fazer da sua casa o habitat natural, aí o bicho pega. Formigas, baratas, cupins, pulgas, morcegos, ratos ou pombos não são, o que se pode chamar de, boa companhia. Isso, sem contar as doenças transmitidas pela aglomeração dos indesejáveis visitantes. Para quem não consegue se livrar das pragas, acalme-se, técnicas caseiras são capazes de salvar o seu lar. 
No topo da mais insistente em fazer da sua cozinha a própria sala de estar está a formiga. As pequenas trabalhadoras, que tanto incomodam quando invadem o seu espaço, podem ser facilmente convidadas a se retirar se adotar um passo simples: eliminar as migalhas. Se não há comida, não há motivo para circularem naquele ambiente. 
Elas também precisam de água para sobreviver, então, acabe com as poças que ficam em vasos de flor, no quintal ou no canto da pia. “O inseto sobrevive dos nossos alimentos, ou seja, precisam de nós para existir. Este convívio íntimo pode ser minimizado quando se adota alguns hábitos para evitar que eles se hospedem na sua casa”, afirma o biólogo Henrique Seixas. 
Recorra às dicas de quem vive em sítios para evitar que as formigas se proliferem. Use borras de café, hortelã, cânfora, alfazema e casca de limão para afastá-las. Conviver com as repugnantes baratas também não é uma experiência agradável. Para dar fim às reprodutoras, que aparecem nas horas menos desejadas, táticas antigas funcionam. O primeiro passo é manter a casa sempre limpa, sobretudo dentro de armários. Use folhas de louro para evitar a presença do inseto. Depois de tudo limpinho, é só espalhar as folhas nos cantos da casa, gavetas, prateleiras e chão. É infalível.
A dona de casa indica, ainda, o uso de óleo de eucalipto, que também serve para afastar outros insetos por conta do cheiro. Natural, o óleo deve ser despejado em pedaço de tecido ou algodão, ou pode ser dissolvido para ser borrifado nos lugares onde as baratas passeiam, há a opção de fervê-lo na água usada para limpar o chão. A última observação, não menos importante, é dificultar a chegada. É preciso fechar todos os ralos por onde as baratas entram, com algum tipo de tela. 
A prevenção é a melhor arma para evitar a infestação de qualquer praga. Segundo a veterinária Ana Lúcia Cavalcanti, com a pulga não é diferente. “O método ideal é cuidar bem dos animais de estimação (onde a pulga se hospeda e se alimenta), dando banhos periódicos e usando coleira inseticida anti-pulgas. “Indicamos lavar os cobertores e as suas casinhas e, quanto menos carpetes, melhor”, reitera a médica. 
E tem produto caseiro na lista novamente. A especialista recomenda uma mistura de cânfora com vinagre e cravo para espantar a pulga. É só misturar tudo no álcool e borrifar nos animais e na casa. “É uma receita segura, que não faz mal aos gatos ou cachorros, e útil àqueles que não gostam de produtos industrializados.” 
Para acabar com os cupins dos móveis, envolva a peça (se for pequena) no plástico e coloque no freezer por uma semana. Eles não voltam. Mas, especialistas alertam que a técnica só funciona em pequenos móveis e se não houver infestação. Cupim de solo, por exemplo, pede o olhar de empresas especializadas no combate às pragas urbanas. 

No telhado de casa 
Um local limpo é essencial para manter pombos e morcegos afastados do telhado ou áreas menos visitadas da casa. Já que exterminá-los é crime, colocar sal grosso para se livrar dos pombos é uma boa opção, desde que o espaço não tenha sobra de comidas. Usar o predador morcego contra o pombo também funciona. O único problema é substituir uma praga pela outra. 
Se a proliferação for de morcegos, é necessário identificar o lugar onde estão alojados e deixar apenas uma saída. Isso pode ser feito durante o dia, já que os bichos não gostam da claridade. À noite, o ideal é acender todas as luzes até o último deixar o espaço. Quando não estiver mais lá, é preciso fechar o último acesso com redes. Neste caso, naftalinas podem ser utilizadas para evitar que retornem. 
De todos os inconvenientes, o acúmulo de ratos ainda é considerado o mais comum, portanto, o pior. Para impedir que os roedores apareçam, evite deixar alimentos espalhados. Isolar todos os ralos com telas é fundamental para impedir que entrem na sua residência. 
Mas tudo isso só funciona se houver manutenção para eliminar as rachaduras das paredes e do chão, lugares onde a maioria dos animais e insetos adota literalmente como lar. Uma opção rápida, se não sobrar dinheiro para a reforma, é fechar os orifícios menores com cera de vela ou sabão em pedra.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Brasil é o segundo no ranking de vítimas fatais em acidentes com motocicleta

Um estudo inédito sobre a violência no trânsito, realizado pelo Instituto Sangari, por meio da análise de um milhão de certidões de óbito em todo o mundo, revelou que o Brasil é o segundo país do mundo em vítimas fatais em acidentes envolvendo motocicletas, com 7,1 óbitos a cada 100 mil habitantes. O Mapa da Violência 2012, publicado pela revista Veja em maio de 2012, mostrava que apenas no Paraguai se morria mais, com 7,5 óbitos por 100 mil habitantes. A situação no Brasil, e no vizinho sul-americano, é bem diferente do terceiro colocado no ranking global, a Tailândia, que tem taxa de 4,6 óbitos por 100 mil habitantes, enquanto Colômbia aparece em quarto, com 4,2 óbitos, e Chipre fica com o quinto lugar, com 3,7 óbitos. 

Como base de comparação, o índice nos Estados Unidos, o décimo colocado da lista, é de 1,7 óbito a cada 100 mil habitantes. Nos últimos 15 anos, o crescimento da taxa de mortalidade em acidentes com motocicleta no Brasil aumentou 846,5%, enquanto a de carros cresceu 58,7%. O nível da violência no trânsito é tanto, que condena à morte no local do acidente cerca de 40% dos envolvidos nas ocorrências. Em 2013, estima-se que mais de 15 mil brasileiros devem morrer nas ruas e avenidas do país em acidentes com veículos de duas rodas. Em 2010, foram 13.452 vítimas fatais, contra 1.421 registradas em 1996. Entre as vítimas, 75% são homens e 40% têm entre 21 e 35 anos. 
Como forma de comparação, o número de vítimas fatais em acidentes com carros em 2010 foi de 11.405 pessoas, contra 7.188 de 1996. Uma das razões para este panorama é a explosão no mercado das duas rodas nos últimos 10 anos. A frota de motocicletas em circulação no país cresceu nada menos que 246% na última década, atingindo 18,5 milhões de unidades. Enquanto isso, a frota de carros apresentou crescimento menos significativo, de 65,3%, atingindo 37,2 milhões de veículos. 
Podemos apontar como causa/efeito deste aumento absurdo de mortes envolvendo motocicletas: vias sem condições de trafegabilidade, baixa capacidade dos motociclistas/motoristas em cumprir as leis de trânsito, uso indiscriminado de linha de pipa com cerol e a ausência de fiscalização, que estão contribuindo em muito para este elevado índice de mortes e sequelados no Brasil. 
Conforme o mapa da acidentalidade nacional com Foco em motocicletas, do portal do Ministério das Cidades, nos acidentes fatais entre 2007 e 2012, 27% não tinham habilitação. A falta de carteira foi a terceira infração mais cometida por motociclistas de 2007 até o 2012, com 36,3 mil casos. Entre os motoristas de automóveis, essa é apenas a nona infração mais comum. As estatísticas sugerem, ainda, que muitos dos condutores de motocicletas sequer têm idade para se habilitar. Entre 2007 e 2008, 138 adolescentes com idade entre 15 e 17 anos morreram em acidentes envolvendo motos (82 estavam na condução da motocicleta). De janeiro de 2009 a maio de 2012, 29% dos mortos do trânsito estavam sobre uma motocicleta e 7% não tinham habilitação. 
Está faltando consciência e responsabilidade, tanto dos condutores, quanto das autoridades que se fingem de mortos, gastam fortunas em publicidade inócua ao invés de investirem em fiscalização. Resultado: Mais óbitos nos finais de semana. 
Um dos principais agravantes é a facilidade para comprar uma motocicleta, hoje é possível dividir o custo em 60 vezes, com parcelas que, para muitos, significam menos do que o gasto mensal em passagem de ônibus. Está tão barato que até menores de idade estão comprando. No meio rural, os gaúchos estão trocando o cavalo pela motocicleta, no norte e nordeste, o jegue não é mais o meio de transporte e sim a motocicleta nas áreas rurais.
Estatísticas expõe este triste quadro, metade das mortes atinge pessoas com menos de 30 anos e especialmente na faixa dos 18 aos 24. Os óbitos ocorrem mais à noite e nos fins de semana e a região norte e nordeste embora com uma frota bem menor que a do sul e sudeste, vem liderando o ranking nefasto de mortes. 
Triste cenário, triste apresentação, vejo a população e autoridades cobrando mais fiscalização e consternados com as duzentas e poucas vítimas de um incêndio em uma boate e não vejo a mesma ou se quer querer discutir uma mudança as mortes no trânsito do Brasil, e olha que em 2012, foram “QUARENTA E TRÊS MIL MORTES NO TRÂNSITO, ONZE MIL SÓ DE CONDUTORES DE MOTOCICLETA”. 

FONTE: DENATRAN, MINISTÉRIO DAS CIDADES, SITES DE SEGURADORAS 


sexta-feira, 8 de março de 2013

Por que o povão gosta do Senna e detesta o Piquet?


A história dos dois começa nos anos 70. E começa de maneiras bastante diferentes. Nelson Piquet Souto Maior, filho de Estácio Souto Maior, ministro da saúde do governo João Goulart, iniciou no automobilismo literalmente contra a vontade do pai. Apesar da família rica, Piquet teve de ralar um bocado e sua ascensão se deu por meio da ajuda de amigos brasilienses. Os patrocinadores até existiam, mas não eram numerosos. Na Europa, Piquet morava em motohomes e vivia de sanduíches. Não por acaso, seu esquema de assessoria de imprensa era basicamente nulo. A única coisa que segurava o piloto no Velho Continente era seu talento e sua vontade de chegar à Fórmula 1. 
E as desavenças com os jornalistas começaram a partir daí. Nelson Piquet disputava campeonatos de Fórmula 3 no mesmo período que outro brasileiro, Chico Serra. Como Serra tinha mais patrocinadores, dinheiro e conselheiros ao redor, ele podia pagar para que jornalistas, principalmente os paulistas, registrassem seus feitos nas publicações brasileiras. Nelson não podia dispor desse artifício. O mais engraçado é que os resultados de Piquet chamavam muito mais a atenção, mas mesmo assim a mídia insistia em destacar Serra. Era comum ler uma manchete como “Serra chega em 6º na F3″ em uma corrida vencida por Nelson Piquet. Não havia como Piquet ter uma boa relação com a mídia, tanto que nos seus primeiros anos na Fórmula 1, ele sempre respondia a um pedido de entrevista com um “vai me pagar quanto?”. Não acreditam? As informações acima foram retiradas do site oficial do autódromo de Interlagos. 
Ayrton Senna iniciou de maneira muito diferente. Sensação do kart setentista, Senna tinha em seu pai, Milton da Silva, seu maior apoiador no início da carreira. Dinheiro não era problema para a família Senna, dona de propriedades. Desde cedo, Milton se preocupou em fazer a melhor assessoria possível ao filho. Para isso, desenvolveu um bom relacionamento com a mídia paulista, sempre pagando por espaços nos periódicos e publicando press releases sobre as excepcionais performances do seu filho. Ainda no kart, Senna já desenvolvia uma certa fama. 
Sua ascensão para o automobilismo europeu foi festejada. Jornais e revistas como a Quatro Rodas deram toda a atenção ao piloto paulista desde sua incursão à Fórmula Ford 1600. A badalação se tornou ainda maior a partir de 1983, quando Senna subiu para a Fórmula 3 inglesa. Os patrocinadores corriam atrás de Ayrton, e ele se deu ao luxo de escolher os Jeans Pool e o Banerj. A Globo acompanhou seu primeiro dia de testes na Fórmula 1 com o carro da Williams em Donington e chegou ao ponto de transmitir, ao vivo e na íntegra, uma das etapas de Silverstone na Fórmula 3 inglesa. Com direito à narração de Galvão Bueno e comentários de Reginaldo Leme!
Ou seja, a tese do relacionamento com a mídia existe. Mas não é só isso. Quando Piquet estreou na Fórmula 1, a Globo cobria as corridas precariamente. Emerson Fittipaldi sofria com o Copersucar e a audiência das corridas andava tão baixa que a emissora chegou a deixar de transmitir as corridas em 1980. Com a boa performance de Piquet nesse mesmo ano, a emissora carioca voltou a transmitir em 1981. O bicampeonato de Nelson potencializou a febre do automobilismo no país. Quando todos viram que havia um outro piloto, o tal do Senna, chegando ao topo, o êxtase foi grande. Dá pra dizer, também, que Senna estreou na Fórmula 1 quando ela já era uma febre no país. Piquet, nem tanto. 
Deixamos a mídia e vamos para o psicológico dos pilotos. Ayrton Senna é a expressão perfeita do self made man. Como? Sendo breve, é o indivíduo que obtém sucesso na vida por meios próprios e sem a ajuda de ninguém. É claro que quem conhece bem sua carreira nunca se atreveria a caracterizá-lo deste modo, mas a imagem que Senna passa é essa. Senna também tinha outras características que agradavam ao público: torcia para um time das massas, o Corinthians, era católico e avesso à política. Mesmo sua aparência física era a de um cidadão normal: pessoa branca, de estatura média e orelha proeminente como imperfeição. Não se destacava pela beleza ou pela feiura. Era um cara simplesmente normal, até mesmo no sobrenome Silva. E é isso que o povo gosta de ver: um cara normal que consegue chegar lá. 
Nelson Piquet é o contrário. Desde sempre, cultiva uma aparência de bon vivant transviado e descuidado. Como era filho de um ministro e estudante da UnB, nunca mostrou ter uma vida exatamente normal. Na Fórmula 1, sempre aparecia com mulheres bonitas em iates. Nunca se caracterizou pela simpatia modesta e latina, mas por um elitismo irônico e pernóstico à la James Hunt. O brasileiro não se sentia identificado com a vida hedonista de Piquet. Chega a ser engraçado que o self made mantenha tido menos percalços no início de carreira que o playboy, mas é essa a imagem que todos têm. Para o brasileiro, Senna é o cara que começou do nada e obteve tudo. Piquet é o cara que nasceu em berço de ouro e é invejoso por não obtido as coisas como Senna. 
As atitudes, é lógico, contam um bocado. Senna era um cara de fala pausada e tranquila. Seu discurso geralmente transmitia aquele otimismo que sugeriria que, sim, dias melhores virão. O ato de carregar a bandeira brasileira nas corridas e de chorar na frente da TV sugeria um amor épico à vitória e ao Brasil. Piquet é o oposto. Sempre sarcástico, e muitas vezes desnecessariamente agressivo, Nelson é um cara de discurso absolutamente impolido e despretensioso. Até mesmo sua dicção, arrastada e remetente à antiga juventude carioca, não transmitia tanta credibilidade. As declarações sardônicas poderiam agradar a um inglês, mas nunca ao brasileiro médio, conservador, politicamente correto e não tão adepto à ironia. Não por acaso, a rivalidade entre os dois começou quando Senna declarou que “tinha sumido da mídia para dar espaço a Piquet”, mas muitos pensam que começou com Piquet e sua famosa insinuação sobre a homossexualidade de Ayrton, uma réplica agressiva à frase dele. 
Por fim, a maneira como o sucesso foi obtido por cada um deles. Nos seus três títulos, Piquet nunca obteve mais do que três vitórias em cada temporada. Suas poles não foram transmitidas para o Brasil. O maior trunfo de Nelson não era mostrado na TV: sua extrema inteligência e sua capacidade ímpar de entender e acertar um carro, resquício dos tempos de mecânico. As corridas dele eram mais meticulosas e espertas do que exatamente fenomenais. Já Senna era o show man: fazia poles nos últimos instantes dos treinos, ganhava muitas corridas em um mesmo ano, fazia ultrapassagens, voava na chuva e levava um carro problemático de uma maneira que lembrava Gilles Villeneuve. É evidente que um estilo arrojado cativa muito mais do que um inteligente. E aí está o trunfo de Senna não só no Brasil mas também no mundo. Aqui também morre aquela ideia que “só no Brasil que Senna é mais valorizado”. 
O auge de Senna ocorreu em um período particularmente conturbado da história brasileira. O país voltava à democracia e passava por um período turbulento na economia, com hiperinflação e planos econômicos heterodoxos inúteis e destrutivos. Até mesmo o futebol passava por uma fase ruim. A auto-estima do brasileiro andava baixíssima e um ídolo que mostrasse que o Brasil não era apenas o país da banana e da moratória era tudo o que todos desejavam. A Fórmula 1 era a única coisa que alegrava os brasileiros. E o período de Senna foi bem mais complicado que o de Piquet, cujo auge concorreu com assuntos igualmente otimistas como a abertura democrática. 
O texto ficou grande e preciso parar por aqui. Apenas resumo que Senna é o cara normal que tinha tudo para ser ídolo, que sabia disso e que abraçou a causa com vontade. Um ídolo com direito a vilões, e aconteceu de Piquet, o típico anti herói que não tinha a menor vontade de agradar ninguém, ser eleito um deles. Parece coisa de HQ, mas é assim que funciona. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Em seu 40º aniversário, “The Dark Side of the Moon” ainda ajuda a salvar a molecada de uma vida medíocre

Há exatamente quatro décadas, meu cérebro derreteu e escoou pelas orelhas. E isto não aconteceu apenas comigo, mas com toda a minha geração que gostava de rock. Qualquer rock: pesado, leve, ‘viajandão’, progressivo, folk, country, o que mais você pensar. Aliás, dizer quer este disco ficou restrito apenas ao universo roqueiro seria distorcer completamente a realidade. TODO MUNDO foi afetado, direta ou indiretamente, por The Dark Side of the Moon.
Nesta altura da vida você já sabe que o disco é considerado como o terceiro álbum mais vendido do planeta, que ficou entre os mais vendidos na parada da Billboard por inacreditáveis quinze anos – de 1973, ano de seu lançamento, até 1988 -, que a obra é de certa forma baseada na espiral de loucura do famoso ex-integrante da banda, o guitarrista/vocalista Syd Barrett etc e tal. Nem vou comentar o quanto a capa – concebida por George Hardie e a famosa empresa de design Hipgnosis – se tornou absurdamente icônica dentro da história artística do planeta. Mas estas são informações que você encontra nos “Wikipedias da vida”. The Dark Side... transcende a tudo isto por falar a respeito de algo muito mais pessoal. O disco fala a respeito de cada um de nós... (NR: E eu, ainda por cima, tive o prazer de conhecer o disco antes mesmo de chegar no Brasil, tudo devido a um amigo Marinheiro que trouxe lá de fora, o hoje rockeiro e motociclista José Augusto, mais conhecido simplesmente por Gugu).
Há uma série de fatores entrelaçados e encadeados que fazem com que a identificação com o álbum seja imediata e que seus efeitos sejam multiplicados dentro da cabeça e do coração de cada um de nós. Com um aspecto conceitual relativamente simples – mas distante anos-luz de qualquer abordagem simplória -, o disco fala a respeito de tudo aquilo que leva às pessoas à loucura ou mesmo a alterações de seu estado emocional normal: a constante ausência ou distância de sua zona de conforto, a escassez de tempo para se levar uma vida mentalmente saudável, a obrigação de ganhar mais e mais dinheiro, o espectro da violência e dos inúmeros problemas sociais rondando as nossas vidas, o ‘conforto’ dado pelo apego às religiões. Responda com sinceridade: como ignorar que tudo isto leva à loucura, em diferentes níveis de intensidade?
Foi justamente isto que o Pink Floyd fez. Não apenas recusou-se a ignorar tudo isto, mas tratou de transformar cada um destes temas em canções absurdamente sublimes. Seja pelas letras inspiradíssimas e altamente poéticas do baixista/vocalista Roger Waters, seja pela quantidade imensa de estupendas melodias e harmonias criadas pelo guitarrista/vocalista David Gilmour e pelo tecladista/vocalista Rick Wright, pelos ritmos econômicos e certeiros do baterista Nick Mason e até mesmo pelas participações especiais do saxofonista Dick Parry em “Money” e “Us and Then” e da maravilhosa cantora Claire Torry na emocionante “The Great Gig in the Sky”, o disco soa perfeito.
Para a banda, foi o momento em que seu verdadeiro som foi encontrado. O que vinha até então sendo construído tijolo a tijolo nos discos anteriores – notadamente no irregular Atom Heart Mother (1970) e no excelente Meddle (1971) – finalmente eclodiu no começo de 1973 com The Dark Side of the Moon. E muito disto se deveu ao fato de que a banda passou meses “testando” os esboços das canções no palco, muito antes de adentrar aos estúdios e gravar tudo de modo definitivo – há inúmeros bootlegs gravados na época mostrando estes “rascunhos”. Você consegue imaginar algum artista – qualquer um – fazendo o mesmo nos dias de hoje?
E este processo nem era uma novidade para o quarteto. A faixa-título do álbum Atom Heart Mother passou meses sendo apresentada no palco como “The Amazing Pudding” antes que a banda gravasse o referido disco. O mesmo aconteceu com um tema de quase 25 minutos, ora chamado como “Nothing”, ora como “Son of Nothing” e até mesmo como “The Return of the Son of Nothing”, que acabou se transformando meses mais tarde na lendária “Echoes”, incluída em Meddle.
Mas o resultado final de The Dark Side... mostrou que o Pink Floyd conseguiu tornar seu som mais “acessível” sem soar mais “comercial” e “pop”. Muito pelo contrário, canções como “Money” e seu compasso 7/4 estava longe daquilo que poderia tocar na rádio. Só que tocou. E muito. Tanto que o disco alterou para sempre o conceito de que música na rádio deveria ser endereçada às “massas” e não ter mais que três minutos de duração. Dali em diante, ninguém – ouvintes, emissoras, gravadoras – foi o mesmo.
São tantas as histórias e detalhes a respeito deste álbum que existem até livros abordando única e exclusivamente as circunstâncias que levaram The Dark Side... a ser considerado por muita gente como “o melhor disco de todos os tempos”.
Não importam quais das inúmeras edições comemorativas deste álbum você tenha em casa. Quer que seus filhos sejam seres humanos diferenciados em relação a essa ‘patuléia’ ignorante que grita histericamente por farsantes musicais como Gusttavo Lima, Lady Gaga e toda esta turma do ‘funk’? Reúna a garotada em volta do equipamento de som, ponha The Dark Side... para tocar do começo ao fim e explique as letras e o contexto do álbum, como se estivesse contando uma história. Pode apostar que seus filhos vão sair diferentes - e melhores - desta experiência...                                                                                          Por 
Veja o vídeo do disco no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=328WhjAXpcs&feature=player_embedded

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

MOTOCICLISTA: PARTE INTEGRANTE DA MOTO

“Quilometro por quilometro, instante por instante. A moto tem muito isso, você tem de estar inteiro, com atenção permanente. Você e a moto tem de se tornar um corpo só, e não uma dualidade. Se você pensar que é você e a moto, você cai. Tem de pensar que é uma coisa só. E prestar muita atenção porque você está em contato com o vento, sem proteção. Justamente por isso, seu estado de alerta tem de ser maior.
As pessoas estariam mais saudáveis se andassem de moto porque é necessário um controle – e isso faz muito bem para o corpo e para a mente. A moto exige muita consciência.
O que a moto tem de similar com a meditação é que você não pode ficar guiando a moto divagando, pensando em problemas e dificuldades. Tem de esvaziar a mente, e isso não significa ficar sem nada na mente, e sim estar com ela aberta para as inúmeras possibilidades.
Eu costumo dizer que a plena atenção, na meditação, é como uma lente grande-angular, que não tem foco único, mas está aberta a todas possibilidades. Ela não vai focar somente você, e sim todo o ambiente ao seu redor. E mesmo assim você estará em foco perfeito. Este é o foco que a moto exige: o foco do meu caminho, da direção e de tudo que há à volta.
A moto é como a vida. É ela que diz a você quando mudar a marcha, você não escolhe. Tem de ficar em sintonia com ela. E essa é a sintonia que a gente tem de ter com a vida. Quando é que eu não posso acelerar? Quando é que devo ir mais devagar? A moto é uma filosofia de vida. Se você não ouvir e sentir, cai. Existe uma frase no budismo que diz assim: “Vá reto por uma estrada cheia de curvas”. As pessoas pensam que você vai entrar na curva e se matar, mas não é nada disso. Seja macio na curva, seja a curva quando ela aparece. E isso a moto ensina, a ser flexível.”                            Por Ruiter Franco

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Nostradamus e Apocalipse: profecias se iniciando ou simples coincidências?


“O homem de Roma deixará seu posto… A fé humana se cobrirá com um véu… A morte, então revelará seu rosto, enviando rochas e fogo do céu. O Reino do Czar sentirá o primeiro corte… E no mundo todo imperará a morte… Então o morto voltará do caixão… Para devorar a carne dos irmãos…” (Nostradamus - II, 20, 13) 

A interpretação correta desta profecia diz que o homem de Roma deixara o seu posto, O Papa renunciou, rochas e fogo do céu e que o Reino do Czar sentira o primeiro corte, o meteoro caiu no norte da Russia, e que o morto voltara a reinar, o morto neste caso seria um dos papas, o sexto, o sétimo renunciaria (e renunciou). O oitavo papa sera um dos sete anteriores menos o que renunciar... então sera um dos papas que já morreu e ressuscitara .. (??)... vamos esperar para ver, deve ser em março... algumas matérias na net diz que o papa João P,ulo II voltara da morte ressuscitado, outras dizem que pode ser um filho dele que estaria sendo preparado todos esses anos e, outras, dizem que fizeram um clone dele e sera apresentado como o próprio ressuscitado... ninguém sabe... só sei que as profecias de Nostradamus diz que este oitavo papa (oitavo desde 1929, quando Mussolini criou o reinado do Vaticano) sera o ultimo para e o anticristo, ou a besta... já que a soma do seu nome (em números romanos) da 666... quem viver vera.... 

“São também sete reis: cinco já caíram; um existe; e o outro ainda não é vindo; e quando vier, deve permanecer pouco tempo. A besta que era e já não é, é também o oitavo rei, e é dos sete, e vai-se para a perdição”. (Apocalipse 17:9-11) 


Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco. E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição. 

A abordagem tenta identificar os sete reis aí referidos, e é de fato uma interpretação da interpretação feita pelo anjo, esta, sem dúvida, com o aval divino, o que não se pode garantir quanto àquela. 

A mulher é identificada, no verso 18, como a cidade que domina sobre a Terra. Por implicação, temos que admitir que Roma está sendo referida. Esse fato é confirmado na interpretação do anjo, quando ele afirma que as sete cabeças da besta “são sete montes, nos quais a mulher está assentada”. Que Roma é a cidade das sete colinas não é novidade para ninguém. Mas, e quanto aos sete reis, também representados pelas sete cabeças? 

Segundo essa abordagem, os sete reis são os sete papas que governam a Igreja Católica a partir de 11 de fevereiro de 1929, quando o Cardeal Gasparri e Benito Mussolini assinaram o Tratado de Latrão, estabelecendo o Estado do Vaticano e assegurando à Santa Sé independência absoluta e soberania de caráter civil e político. A abordagem se fundamenta em três premissas básicas: 

1. A cura da ferida mortal requer a volta ao papa da soberania religiosa e secular, tal como ele detinha antes de receber a ferida. Assim a ferida começou a ser curada em 1929. 

2. O contexto de tempo de Apocalipse 17 é este final de milênio, pois desde 1929 passaram cinco papas. A Igreja, no momento da visão do profeta, era conduzida por João Paulo II, o “sexto rei” da profecia. Assim, segundo essa compreensão da profecia, Bento XVI seria o sétimo rei. 

3. O sucessor de João Paulo II deverá “reinar” por “pouco tempo”, não porque morrerá logo, mas porque convidará o “oitavo rei” a que ocupe o trono do Vaticano. O “oitavo rei” é o diabo, personificando Jesus. Obviamente, o papa não continuará conduzindo a Igreja se aquele que ele pensa tratar-se de Jesus, o fundador dela, está presente pessoalmente e visivelmente no mundo. Esse oitavo papa naturalmente contará com a admiração e sujeição do mundo todo, e o levará finalmente a combater a igreja remanescente na intenção de destruí-la na batalha do Armagedon. 

O assunto é explorado pelo Dr. Robert N. Smith Jr., adventista leigo do Texas, em seu livro The Sixth King – “666” and The New World Order, obra publicada em 1993. Outros autores norte-americanos, todavia, se anteciparam ao Dr. Smith Jr., entre eles o Dr. Robert Hauser, da Califórnia, autor de Give Glory to Him – The Sanctuary in the Book of Revelation, publicado dez anos antes. Os referidos autores participam de ministérios independentes na América, alguns dos quais operam à revelia da organização adventista, e livros dessa natureza, em geral, não contam com o apoio oficial da Igreja, havendo razões para isso. 

Apesar de alguns católicos não gostarem muito desses capítulos das Centúrias e do Apocalipse como uma clara referência à Igreja Romana e ao seu atual centro representativo, o Vaticano, é inegável que esse capítulo fala integralmente sobre o Vaticano e sobre o período final do papado, deixando essa profecia totalmente alinhada com a profecia de Malaquias e também com as referências sobre o fim de Roma fornecidas por Dom Bosco. 

Uma dessas representações da Besta foi Roma e seus 3 impérios que participaram ativamente em guerras e diversas perseguições terríveis segundo os relatos históricos: o império do ocidente, do oriente e o papado romano. 

Considerando esse raciocínio, a Besta citada no capítulo 17 é Roma, a mulher vestida de púrpura (a cor das vestes dos cardeais) citada em Ap 17:4 é a Igreja Católica, mas em virtude dos crimes que cometeu ao longo da história (Cruzadas, Inquisição) é referida como prostituta no Ap 17:5, inclusive pela aliança com diversos reis e impérios em busca de status e dinheiro, a mulher que se embriagou com o sangue dos santos, uma clara referência a perseguição que ocorreu desde o início da Igreja Romana em 325 criada por Constantino, sobre os cristãos primitivos, ao longo de mil anos, que culminou no massacre dos cátaros em 1340, referência citada em Ap 17:6. 

Para não deixar dúvidas, a profecia cita que “a Besta traz a mulher” (Ap 17:7) ou seja, Roma traz a Igreja Católica, uma verdade, pois foi no império romano em 325 ano em que o Cristianismo Romano foi criado pelo imperador Constantino. E a profecia cita que são 7 cabeças e que elas são sete montes (Ap 17:7 e 9) onde a mulher está assentada, deixando claro que é Roma, a cidade das sete colinas onde a Igreja está assentada atualmente no Vaticano. 

No versículo 10 está o ponto alto da profecia: é dito que são 7 reis, cinco caíram, um existe, o outro ainda não é vindo e quando vier convém não ficar muito tempo. 

Ou seja, quando João teve essa visão descrita na Revelação, 5 reis (casados com a Mulher, portanto papas) já haviam morrido. O Vaticano, o reino, erguido nas 7 colinas, foi erguido em 1929 pelo tratado de Latrão, é um Estado-monárquico, portanto tem um rei como dito na profecia. 

Nessa época Pio X, papa desde 1922 era o papa, portanto os 5 reis já mortos nessa visão foram: Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo I. 

É dito na profecia que um rei existe, ou seja, Joao Paulo II era o papa que João de Patmos via na visão do Apocalipse e disse que após este papa, o próximo não ficaria muito tempo, no caso, Bento XVI que ficou 7 anos e alguns meses. 

É feita então a profecia sobre o oitavo e último rei (papa): 

“E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo (rei), e é dos 7, e vai à perdição” (Apocalipse 17:11) 

A besta que era a principal representação da anti fraternidade no mundo diz respeito a Roma, mas ela não é mais a representação maior dessa anti fraternidade, ela foi, não é mais, por isso é dito que “a besta que era e já não é”. 

É dito na profecia que ela, Roma (a besta que era e não é) é também o oitavo rei, ou seja, o oitavo papa e aquele que irá para a perdição, ou seja, para o fim da própria Roma e da Igreja, e sendo assim, esse oitavo papa como descrito nas profecias de Malaquias e Dom Bosco presenciará o fim de Roma. 

É dito na profecia de Malaquias que o último papa será Pedro Romano, isso explica a referência na profecia do Apocalipse ao falar que Roma (a besta) é também o oitavo rei, pois é uma indicação de que a profecia de Malaquias é verdadeira, o último papa, o oitavo rei é Pedro Romano, Pedro de Roma, por isso João fala que Roma é oitavo rei, pois ele fazia uma referência velada a profecia dos papas. Mas ele vai mais além, ele disse que esse rei (papa) é um dos sete anteriores.....ele diz isso claramente, sem rodeios. 

Surgiram então quatro teorias, algumas na minha opinião equivocadas, sobre quem seria esse papa dos 7 que estaria retornando pra ser o oitavo e último papa. 

A primeira delas fala que João Paulo II vai ressuscitar dos mortos e será novamente papa da Igreja. Talvez até fizesse sucesso novamente, já que os zumbis estão na moda com filmes e séries conquistando a garotada, mas convenhamos que isso é biologicamente impossível. 

A segunda teoria diz que o Papa João Paulo II teria tido um filho, que hoje estaria com idade por volta de sessenta e poucos anos, e que este filho teria sido preparado por anos para assumir como Papa, uma "volta" de João Paulo II, seu pai.

Uma terceira teoria, ainda mais mirabolante, mas não descartável, diz que quando o Papa João Paulo II morreu, foram retirados dele tecidos, sangue e células com os quais teriam feito um clone dele, que assumiria agora como o próprio "ressuscitado".

A quarta teoria, um pouco mais elaborada, fala que o atual secretário de estado do Vaticano e atual Camerlengo, Tarcísio Pietro Bertone, nascido em Romano Canavese há 79 anos, seria esse oitavo rei, pois ele será papa temporariamente após a renúncia de Bento XVI e antes do fim do conclave pra eleger o novo papa, ou seja, seria um dos papas. A teoria é bem elaborada, mas tem furos: primeiro que ele não foi nenhum dos 7 papas eleitos e citados por João na profecia, pois o profeta cita categoricamente o número de 7 reis, ou seja, papas efetivamente eleitos pelos cardeais e além disso temos uma outra questão: a centúria 5, quadra 56 de Nostradamus fala que o último papa será alguém novo e que viverá muito tempo tomando atitudes polêmicas, algo que não combina com um cardeal que já conta com praticamente 79 anos. 

Mas então o que significa a profecia do Apocalipse capítulo 17 ao dizer que o oitavo rei (papa) será um dos 7 reis anteriores? A resposta pode ser simples: ele utilizará um dos nomes utilizados pelos seus 7 antecessores: Pio, João, Paulo, João Paulo ou Bento. Se considerarmos as características renovadoras da personalidade de Peter Turkson, eu diria que desses nomes o mais provável é que ele adote o de João XXIV, visto que o papa João XXIII foi responsável pelo Concílio que renovou diversas práticas na Igreja, mas se for para seguir mais detalhadamente a profecia, ele utilizara o nome de João Paulo II, o sexto papa. 

Muitas coisas se ouvem quanto ao futuro:

- O mundo passaria de mil anos, mas não chegaria aos dois mil. 
- Numa pirâmide antiga do Egito, estaria delineada a linha da história. Esta linha chega até os anos dois mil.
- Um escrito dos Incas, de mais de dez séculos, diz que o mundo acabará em 21 de Dezembro de 2012.
- Nostradamus fala do fim da série dos Papas.
- São Malaquias diz que, depois do Papa atual, haverá somente mais um. 

O desequilíbrio da natureza preocupa a todos: excesso de frio ou calor, poluição, falta de água, inundações, terremotos... Um só dado entre muitos: Quantidade de terremotos superiores a 7 graus na escala Richter: dezessete até o ano zero; dezessete do ano zero ate 1900; dezoito de 1900 até 1970; vinte e seis de 1970 até hoje (processo, este, irreversível). 

Cientistas dizem que de 2009 a 2014, o planeta passará por graves problemas de superaquecimento e falta de água. 

Outros cientistas dizem que se deve transferir o Patrimônio Cultural da humanidade para outro planeta, pelo possível perigo de asteroides atingirem nosso Planeta e destruí-lo. 

No jornal “O Estado de São Paulo” de 29/12/2007, o correspondente da Alemanha escreve: “O aumento do número de desastres naturais de pequena escala de influência marcou o ano de 2007... um dos motivos é a intensificação de eventos climáticos extremos, provocados pelo aquecimento global. Segundo cientistas ligados às Nações Unidas, o aquecimento global levará a um aumento em freqüência e intensidade desses eventos. Os dados confirmam nossa expectativa. A tendência prevista para estes eventos extremos mostra que a mudança climática já está em curso e que mais desses casos são esperados no futuro...” 

No âmbito religioso, se sabe de aparições de Jesus, de Nossa Senhora, de Santos e de Anjos em várias partes do mundo; de estátuas ou quadros sagrados verterem lágrimas, sangue ou mel; de mensagens e avisos para a humanidade. 

O termo fim dos tempos ou, como dizia o Papa João Paulo II, a “Plenitude dos Tempos”, não é o fim do mundo, mas o fim desta época, que findará com a Grande Tribulação. Em seguida haverá Novos Céus e Nova Terra, o Retorno de Jesus e uma nova época. 

O Reitor Mor dos Salesianos diz quanto à Plenitude dos Tempos: “Chegou a hora quista por Deus para refazer a Sua criação”. (Bolettino Salesiano, Julho-Agosto de 2007, primeira página.) 

Além das Mensagens, vemos na Bíblia e ao longo da história da Igreja, que já se fala deste momento. Numerosas passagens bíblicas falam do fim da nossa Era: no Antigo Testamento, os Livros de Daniel, Jeremias, Joel e Zacarias; no Novo Testamento os Evangelhos, as Epístolas de São Paulo aos Romanos e a Timóteo; a Epístola de São Pedro e sobretudo o Apocalipse. A Bíblia mostra que chegou a época do combate final da Igreja com Satanás. 

Enquanto Lúcifer atua com o ateísmo, o racionalismo, a apostasia, a corrupção dos costumes, a inversão dos valores, a aparição de falsos cristos, que multiplicam as religiões; a ação divina suscita movimentos renovadores, carismas, aparições e mensagens, preanunciadas pelo Profeta Joel: “Eu infundirei o meu Espírito sobre todos os homens e os vossos anciãos terão sonhos e os vossos jovens terão visões, e farei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e nuvens de fumaça. O sol se transformará em trevas e a lua em sangue, antes que chegue o grande e tremendo dia do Senhor” (Joel 3,1-4).. 

“Vai, Daniel, pois estas palavras estão fechadas e reservadas (são segredos) até o fim dos tempos” (aceno à purificação que virá). Os maus agirão com maldade. A contar do momento em que tiver sido abolido o Sacrifício Perpétuo e for instalada a abominação da desolação, haverá 1290 dias. Bem-aventurado aquele que perseverar, chegando a 1335 dias” (Daniel 12,9-12). 

No Novo Testamento: “E haverá ainda sinais no sol, na lua e nas estrelas, e na terra a consternação dos povos pela confusão do bramido do mar e das ondas, mirrando-se os homens de susto na expectativa do que virá sobre todo o mundo; porque as virtudes do céu se abalarão. Então verão o Filho do Homem vir sobre a humanidade com grande poder e majestade” (Lc 21,25-27). 

“Nos últimos dias sobrevirão momentos difíceis. Os homens serão egoístas, gananciosos, jactanciosos, soberbos, blasfemos, rebeldes com os pais, ingratos, iníquos, sem afeto, implacáveis, mentirosos, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres do que de Deus” (2 Tm 3,1-4). 

“Mas, o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar a fé sobre a terra?” (Lc 18,8).


Que Deus tenha piedade de nos...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Quanto custa ter um filho até os 21 anos?

Ter um filho significa pobreza eterna? Sim. Pode significar a pobreza eterna, ou que você pra sempre estará a mercê de seu chefe bad boy levantando a voz pra cima de você, como se fosse um lutador de artes marciais faixa preta. 
Casar com uma mulher pobretona significará que você ficará mais pobre do que quando solteiro (e ela mais rica), por isso casei com uma do mesmo nível e com emprego. Vou falar agora dos custos de um filho até os 21 anos. Tenho dois filhos, não pretendo tê-los mais, estes já atrapalharam meu objetivo máximo de vida, que era ser milionário, com um negócio próprio, com fluxo de caixa para sempre e longe de qualquer emprego nojento explorador da maldita e desalmada iniciativa privada. 

Premissas 
Meus cálculos não são tão bem detalhados, mas, os valores, sejam para cima, ou para baixo, são moderados. Segui um padrão de classe média do Grande Rio. Coloquei os principais gastos, separados por quatro grupos de idade (0-3 anos; 3-12 anos; 12-16 anos e 16-21 anos) para refletir as mudanças do pobretão júnior (o filho) como ser humano. O sexo do filho calculado em questão é masculino o que, em teoria significa gastos menores, pois, meninas tem mais gastos médicos, de roupa e estéticos. Portanto, se tiver menina aumente os custos (multiplique o resultado final, ou os parciais, por 1,2), e cuidado para ela não engravidar ainda menor e solteira, porque aí sua vida acabou de vez. 

Tabelas de Gastos 
De 0 a 3 anos: Não sei muito como é o gasto de bebês, mas, não espere gastar menos de R$ 656,00, em média, por mês. O que daria em quatro anos R$ 31.464,00. Isso sem contar o investimento da mobília e da reforma do quarto, ou mesmo da mudança de apartamento ou casa, pois, estes são os piores gastos de um bebê.







De 1 - 3 anos



Discriminação
Gasto Mensal
Gasto anual



Leite Ninho
R$ 26
R$ 310



Fraldas Pampers
R$ 60
R$ 716



Acessórios
R$ 200
R$ 2.400



Roupas
R$ 120
R$ 1.440



Remédios 
R$ 50
R$ 600



Comida
R$ 200
R$ 2.400
Total nesta idade (x4 anos)


Total
R$ 656
R$ 7.866
R$ 31.464







De 3 a 12 anos: Depois o pequeno pobretão júnior terá que ir para a escolinha conhecer seus colegas mais ricos, com pais muito mais bem sucedidos, (desculpe filho), com suas mochilinhas, e suas roupas mais bonitas, tênis, material etc. O caderno do pobretão júnior será daqueles horrorosos de tribal, enquanto os dos amigos serão do Wolverine, Lanterna Verde, Capitão América, etc... Os tênis são da marca adidas, e o seu da Uruguaiana. Novamente pobretão júnior, desculpe ter nascido em uma família com poucas posses. Culpe os antepassados incompetentes. Coloquei presentes de 200 reais por mês, pois, pra quem é homem sabe como vídeo games e jogos são caros, além de desktops para o menino jogar joguinhos que é o que se faz nesta idade.










De 3 a 12 anos



Discriminação
Gasto Mensal
Gasto anual




Roupas
120
 R$              1.440




Comida
250
 R$              3.000




Acessórios
200
 R$              2.400




Remédios
50
 R$                  600




Material Escolar
400
 R$                  400




Colégio particular
750
 R$              9.000




Presentes
200
 R$              2.400
Total nesta idade (x10 anos)



Total
 R$            1.970
 R$            19.240
R$ 230.880








De 12 z 16 anos: Agora a coisa complica, pois o júnior entra na puberdade, meninas começam a parecer a única razão de vida, e nossos filhos aprendem que a sociedade é a roupa que veste, o carro que anda, as baladas que vão e o bairro que moram. Por eu ser pobre enfiado em uma sociedade de classe média, ele sempre foi o último a ganhar game boy, super nintendo, a bermuda da moda, a camisa de marca. Ganhava quando a moda já tinha passado. Ganhava o super nintendo quando tinha game cube, já não lembro a ordem. Ganhava o playstation 1 quando o 2 era o da moda. Ia para baladas uma vez por mês, enquanto todos iam oito vezes, por que tinham dinheiro. E isso foi causando fortes impressões de inferioridade e tristeza. Prometi que seria milionário, o mais rico dos meus amigos e que meu filho não passaria por isso, mas, teve que passar por isso assim mesmo. Novamente desculpe filho.










De 12 a 16 anos




Discriminação
Gasto Mensal
Gasto anual




Roupas
100
 R$              1.200




Comida
300
 R$              3.600




Acessórios
250
 R$              3.000




Remédios
100
 R$              1.200




Material Escolar
500
 R$                  500




Colégio particular
850
 R$            10.200




Cursos Extra- Curriculares
350
 R$              4.200




Presentes
300
 R$              3.600
Total nesta idade (x5 anos)



Total
 R$            2.650
 R$            26.300
R$ 131.500








De 17 a 21 anos: É melhor seu filho passar em faculdade federal ou estadual, pois, se não a história não para nos 21 anos e sim, vai até os 30 anos (de fato já vai). Os gastos maiores aqui são com as baladas dele, viagens e cursos para passar no vestibular.










De 17 a 21 anos




Discriminação
Gasto Mensal
Gasto anual




         Balada
300
 R$              3.600




Ajudas Extras
150
 R$              1.800




Cursos Vestibular
600
 R$              7.200




Colégio particular
850
 R$            10.200




Viagem Intercâmbio
300
 R$              3.600




Conta celular
100
 R$              1.200




Roupas
100
 R$              1.200




Comida
300
 R$              3.600
Total nesta idade (x5 anos)



Total
R$ 2.700
 R$            28.800
R$ 144.000









Totalizando: Se seu filho não ficar morando com você depois dos 21 anos de idade, o resumo da brincadeira é:







Idade
Total



0 - 3 anos
R$ 31.464



3 - 12 anos
R$ 230.880



12 - 16 anos
R$ 131.500



16 - 21
R$ 144.000



Total (21 anos)
R$ 537.844






Seu filho custará durante 21 anos mais de meio milhão de reais, ou R$ 25.000,00 por ano, ou R$ 2.134,00 por mês. Esses cálculos são, na minha opinião, mínimos. Pode-se alterar alguma coisa ou outra, mas, na classe média, você não escapará disso, a não ser que o crie com níveis de classe C ou D. Se a esposa não ajudar fortemente não tem muito jeito. E isso compromete gravemente os aportes para se tornar milionário, além da queda de produtividade no trabalho, pelo foco maior que o filho exige (sono ruim, menos horas de estudo, lazer, preocupação maior com contas, etc...) perdendo espaço para homens mais jovens, solteiros, com disposição para tirar sua vaga e com muita energia sobrando. Eu, como tive um casal, nosso gasto em conjunto (eu e minha mulher) gastamos com os dois nada mais nada menos do que: R$ 1.183.256,80 (Cruzes, viu mulher, se não tivéssemos filhos, seríamos milionários), que é a soma de R$ 537.844,00 do filho homem, mais R$ 645.412,80, da filha mulher. Novamente, desculpe filhos. Eu não sei se poderia tê-los. Mas, como tive, vejam se pelo menos, me devolvam o investimento principal, não precisa dos juros...